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Morando nos EUA, como obter os documentos brasileiros a tempo da declaração americana

Como pegar documentos do Brasil morando nos EUA: ative o gov.br, os acessos de banco e corretora e organize uma procuração antes do prazo da declaração.

Por Cristina Teixeira, CPA, TEP, CRC

Publicado em

Notebook aberto em um site de banco ao lado de um celular com aplicativo e uma pasta de papéis

Boa parte dos documentos brasileiros pode ser obtida à distância: conta gov.br, internet banking e plataformas das corretoras. A condição é ter os acessos ativos e os dados de segurança atualizados antes de depender deles. Para o que exige presença, uma procuração organizada com antecedência evita perder o prazo da declaração americana.

Atualizado em outubro de 2026.


Por que o acesso vira problema justamente na hora da declaração

O acesso vira problema na hora da declaração, quando a pessoa descobre que o celular cadastrado no banco é um número brasileiro desativado. Informe de rendimentos, extrato de dezembro e comprovante de imposto ficam atrás de uma senha que não abre.

Quem mora nos Estados Unidos e tem renda ou conta no Brasil precisa desses papéis todo ano, porque a declaração americana reúne as informações dos dois países. Quem depende de um parente para buscar cada documento arrisca receber a lista incompleta.

Se a sua dúvida é quais documentos reunir, o artigo sobre documentos brasileiros que a declaração americana costuma exigir traz a lista. Este texto trata do passo anterior: como ter acesso a eles sem depender de ninguém.


O que dá para resolver sem sair dos Estados Unidos

Dá para resolver à distância o que está em ambiente digital: gov.br, banco, corretora, fonte pagadora e plataformas de previdência. A pergunta que importa é se você tem acesso a cada uma delas hoje, e não se o documento existe.

O que costuma estar disponível online:

  • o informe de rendimentos do banco e da corretora, no portal ou no aplicativo da instituição;
  • o extrato anual e o saldo em 31 de dezembro das contas e aplicações;
  • o informe de rendimentos de empregador ou de fonte pagadora, no portal de quem paga;
  • a declaração de imposto de renda brasileira dos anos anteriores, pelos serviços digitais da Receita Federal.

O que aparece no portal muda de uma instituição para outra. A forma de saber é entrar em cada uma, e não descobrir em março.


Por que ativar o gov.br antes de depender dele

O gov.br é a porta para muitos serviços públicos digitais, e o nível da conta define a que você chega. Segundo a página oficial da Conta gov.br (consulta em 9 de outubro de 2026), a conta tem três níveis de segurança e acesso. O primeiro é básico e dá acesso a poucos serviços. O segundo dá acesso a serviços que exigem reconhecimento facial ou acesso por bancos credenciados. O terceiro, de segurança máxima, é obtido por validação biométrica em base governamental ou por certificado digital.

A mesma página informa que o reconhecimento facial e a Prova de Vida exigem o aplicativo gov.br instalado. A página não diz se esses passos funcionam da mesma forma de fora do Brasil, então teste o seu antes de precisar. Quem tem conta de nível básico e espera usar serviços mais sensíveis pode ter de refazer a validação, e é melhor fazer isso com calma.

O erro mais comum que vejo é deixar o gov.br para o dia em que o documento faz falta. Quem já tem o segundo ou o terceiro nível ativo, com o aplicativo no celular de uso atual, tira essa variável da conta.


O que costuma exigir presença ou procuração

Exigem presença os documentos sem canal digital: certidões, papéis de cartório, contas encerradas, bancos que só atendem em agência, instituições pequenas. Nesses casos, a saída é dar poderes a alguém no Brasil, por procuração.

A procuração precisa dizer, com clareza, o que a pessoa pode fazer: pedir segunda via de extrato, solicitar informe de rendimentos, representar o titular perante o banco. Cada instituição define o que aceita, e algumas exigem procuração própria, com firma ou modelo interno. Em um exemplo ilustrativo, o titular emite uma procuração genérica e o banco a recusa, pedindo o modelo próprio. O ajuste chega tarde.

Como formalizar uma procuração feita a partir do exterior costuma envolver etapas adicionais, como reconhecimento de firma ou legalização conforme o país de origem. Essas regras não foram verificadas em fonte oficial para este texto, então confirme o procedimento com o cartório ou consulado antes de assinar.


Um roteiro para chegar à declaração sem correria

O roteiro é verificar os acessos antes do prazo e deixar a procuração pronta para o que não tem canal digital. Uma sequência possível:

  1. Faça a lista de todas as instituições brasileiras em que você tem conta, aplicação ou fonte de renda, inclusive as pouco usadas.
  2. Entre em cada portal e confirme que o login funciona e que o celular e o e-mail cadastrados são os atuais.
  3. Baixe os informes e extratos disponíveis e guarde em uma pasta por ano.
  4. Para o que não está online, defina quem no Brasil vai buscar e prepare a procuração.
  5. Entregue o conjunto ao contador com tempo, junto com uma nota sobre o que está faltando.

Os valores recebidos em reais precisam ser convertidos. Segundo a página do IRS sobre moeda estrangeira (consulta em 9 de outubro de 2026), os valores da declaração americana devem ser expressos em dólares. O contador faz essa conversão, mas precisa dos números em reais com a data de cada um.

"O prazo americano raramente é o que atrasa. O que atrasa é o documento que estava com a senha de alguém. Quem confere os acessos antes de abril ganha semanas", observa Cristina Teixeira, CPA e TEP, cofundadora da Astride. (citação proposta, aguardando aprovação)


O que muda de caso para caso

Quem tem uma conta e uma corretora resolve em uma tarde. Quem tem aluguel, previdência e participação em empresa precisa de calendário. O que decide é o número de instituições, o nível do gov.br e se há alguém de confiança no Brasil.

Pesam também o tempo de moradia nos EUA, a idade do cadastro nas instituições e o fato de haver bens em nome de terceiros. O artigo sobre contas no Brasil de quem mora nos EUA mostra por que a lista de contas importa por si só.


Como a Astride atua

A Astride recebe os documentos brasileiros das fontes que o cliente autoriza e prepara a declaração americana com renda global. A equipe lê o material no original, converte os valores e aponta o que falta, sem pedir que você traduza cada papel.

Para quem tem acessos travados, a conversa inicial serve para montar a lista de instituições e definir, uma a uma, se o documento vem online ou por procuração. A meta é chegar ao período de declaração com o conjunto fechado, e não com pendências espalhadas.


Perguntas frequentes

Consigo acessar o informe de rendimentos do Brasil morando nos EUA?

Em geral, sim, pelo portal ou aplicativo da instituição, se o login estiver ativo. O que impede costuma ser o celular ou o e-mail cadastrado, que pode estar desatualizado. Teste o acesso de cada instituição antes do período de declaração.

O que é a conta gov.br e para que ela serve?

É a identificação digital que dá acesso a serviços públicos. Segundo a página do Governo Digital, tem três níveis, e os mais altos exigem reconhecimento facial, acesso por bancos credenciados, validação biométrica ou certificado digital.

Preciso de procuração para pegar documentos no Brasil?

Só para o que não tem canal digital ou o que a instituição exige presencialmente. Cada banco define o que aceita, então pergunte antes de assinar. Se for emitir de fora do Brasil, confirme com cartório ou consulado como formalizar.

Quanto tempo antes do prazo devo começar?

O ideal é testar os acessos meses antes. O prazo da declaração americana deve ser confirmado no calendário do ano, mas o que costuma atrasar é o documento, e não o formulário.

Os documentos brasileiros precisam estar em inglês?

Para o contador, em geral não: ele trabalha com o original ou uma tradução simples dos campos principais. Os valores, porém, entram na declaração em dólares, conforme o IRS.

E se uma instituição brasileira não me der o documento?

Registre a tentativa, informe o contador e avalie a procuração para que alguém peça presencialmente. O contador pode seguir com os dados disponíveis e sinalizar o que ficou pendente.

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Conclusão

A maior parte dos documentos brasileiros que a declaração americana usa pode ser obtida de onde você está. O prazo se decide antes: gov.br, acessos de banco e corretora e, para o que exige presença, uma procuração, tudo pronto com antecedência.

Se você mora nos Estados Unidos e depende de terceiros no Brasil para conseguir informes e extratos, o próximo passo é uma conversa com quem enxerga Brasil e Estados Unidos em conjunto. Fale com o time da Astride e leve a lista de bancos, corretoras e fontes pagadoras no Brasil: é o suficiente para começar.

Conteúdo educativo. Cada situação requer análise individual.

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