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Vai contratar quem cuide das duas declarações: o que levar para a primeira conversa

Vai contratar quem cuide das declarações do Brasil e dos EUA? Leve cinco informações: status, declarações dos últimos anos, rendas, contas e datas de mudança.

Por Cristina Teixeira, CPA, TEP, CRC

Publicado em

Pasta de documentos organizada com abas coloridas sobre uma mesa, ao lado de um notebook

Uma primeira conversa produtiva sobre declarações nos dois países precisa de cinco informações: o seu status em cada país, as declarações dos últimos anos, a lista de rendas por país, a lista de contas e ativos, e as datas de mudança. Com isso, o profissional consegue dar um diagnóstico já na primeira reunião, em vez de gastá-la só pedindo documentos.

Abaixo está o que reunir, por que cada item importa e como organizar a pasta.

Atualizado em outubro de 2026.


Por que a preparação muda o resultado da primeira conversa

A preparação muda o resultado porque a primeira reunião costuma ser o momento em que o profissional decide se entende o caso. Com informação incompleta, ele precisa perguntar, esperar documentos e voltar a conversar, e isso estica semanas.

Para quem vive entre o Brasil e os Estados Unidos, o caso quase sempre cruza datas, países e tipos de renda. Quanto mais claro o quadro, mais rápido o diagnóstico e menor o risco de uma resposta genérica.

O guia de patrimônio internacional e obrigações de compliance mostra o mapa geral. Este texto é o passo prático: o que levar.


Quais são as cinco informações que importam?

São cinco, e cada uma responde a uma pergunta que o profissional vai fazer.

  1. Seu status em cada país. Onde você é residente fiscal hoje, onde foi nos anos anteriores e que visto ou documento migratório tem. Segundo a página do IRS sobre a tributação de residentes (consulta em 6 de outubro de 2026), o residente nos EUA é tributado sobre a renda mundial e deve reportá-la na declaração americana, então o status define o que entra em cada declaração.
  2. As declarações dos últimos anos. As do Brasil e as dos Estados Unidos, com os recibos de entrega, se existirem. Elas mostram o que já foi declarado e onde pode haver lacuna.
  3. A lista de rendas por país. Salário, aluguel, dividendos, juros, venda de bens, atividade própria, em cada país, com o valor aproximado de cada ano.
  4. A lista de contas e ativos. Contas bancárias, corretoras, imóveis, empresas e estruturas, com país, titularidade e saldo aproximado. Esses dados alimentam relatórios como o FBAR e a declaração de capitais no exterior.
  5. As datas de mudança. Quando você chegou, quando saiu, quando comprou ou vendeu bens, e quando mudou de visto.

Em termos simples, as cinco informações respondem a quem você é, o que já foi declarado, o que você recebe, o que você tem e quando as coisas mudaram.


Por que a lista de contas e ativos pesa tanto?

Pesa porque vários relatórios dependem dela e têm limites e prazos próprios. Segundo a página do IRS sobre o FBAR (consulta em 6 de outubro de 2026), a obrigação surge quando o valor agregado das contas estrangeiras excede US$ 10.000 em qualquer momento do ano-calendário. Do lado brasileiro, o Banco Central (consulta em 6 de outubro de 2026) exige a declaração anual de capitais no exterior de residentes com ativos somando US$ 1.000.000,00 ou mais em 31 de dezembro.

Por isso a lista precisa ser completa, inclusive contas pequenas ou esquecidas, porque o critério é a soma. O saldo máximo de cada conta no ano costuma ser mais útil do que o saldo de dezembro.


Como organizar a pasta

Uma pasta organizada poupa a primeira reunião. Uma estrutura simples costuma bastar:

  • Uma pasta por país, com as declarações, informes e comprovantes de cada um.
  • Uma planilha de rendas, com colunas para país, tipo, data e valor.
  • Uma planilha de contas e ativos, com colunas para instituição, país, titular, saldo máximo e saldo em 31 de dezembro.
  • Uma linha do tempo de datas: mudanças de país, de visto, de endereço, compras e vendas.
  • As escrituras e os contratos de entidades, como LLC e offshore, se existirem.

Não é preciso estar perfeito. O artigo sobre contabilidade desorganizada entre Brasil e EUA mostra que começar com o que existe já ajuda, e documentos fiscais para guardar em dois países detalha o que vale manter.

"A primeira reunião rende quando o cliente chega com datas e listas, mesmo incompletas. O que mais atrasa é o papel que ninguém sabe onde está", observa Cristina Teixeira, CPA e TEP, cofundadora da Astride. (citação proposta, aguardando aprovação)


O que fazer se faltar documento

Faltar documento é comum e não impede a conversa. O profissional consegue trabalhar com o que existe e indicar o que ainda precisa ser reunido. O que não vale é esperar a pasta ficar perfeita para marcar a reunião.

Se faltam declarações de anos anteriores, anote quais e por quê. Se houve prazo perdido, o artigo sobre perda de prazo fiscal no Brasil ou nos EUA ajuda a avaliar a situação com calma. Se há dúvida sobre o status em um ano, registre a pergunta para levar.


O que muda de caso para caso

Variáveis que pedem análise individual:

  • O tipo de vida fiscal: residente em um país, em ambos ou em mudança.
  • A quantidade de contas, ativos e entidades.
  • Se há estruturas, como LLC, offshore ou trust.
  • Se há anos sem declaração em algum país.
  • O prazo até a próxima entrega.

Atenção: este ponto depende dos fatos. A lista acima é um ponto de partida, e o profissional pode pedir outros documentos conforme o caso.


Como a Astride atua

A Astride começa a conversa pelo mapa de status, rendas, contas e datas, para chegar ao diagnóstico na primeira reunião. O trabalho considera as declarações do Brasil e dos Estados Unidos em conjunto, na ordem em que uma depende da outra.

A abordagem é integrada, e não vinculada a um produto. Quem chega com as cinco informações, mesmo incompletas, costuma sair da primeira conversa com um plano. A conversa inicial é sem compromisso.


Perguntas frequentes

O que levar para contratar um contador para as declarações do Brasil e dos EUA?

Cinco informações: o status em cada país, as declarações dos últimos anos, a lista de rendas por país, a lista de contas e ativos, e as datas de mudança de país, visto e bens. Com elas, o diagnóstico pode sair já na primeira reunião.

Preciso ter todas as declarações dos últimos anos?

Não. O ideal é ter as que existem e anotar as que faltam, com o motivo. O profissional trabalha com o que há e indica o que precisa ser reconstruído.

Preciso listar contas pequenas ou paradas?

Sim, porque os relatórios usam a soma das contas. Segundo o IRS, o FBAR considera o valor agregado das contas estrangeiras, e o Banco Central considera o total dos ativos no exterior.

Quanto tempo leva o diagnóstico?

Depende da complexidade do caso e da qualidade das informações. Com as cinco informações organizadas, a primeira reunião costuma servir para um panorama inicial, e o detalhamento vem depois.

E se eu não souber meu status fiscal?

Leve as datas de entrada e saída, o visto e o tempo em cada país. O status é uma conclusão a que o profissional chega com essas informações. O artigo sobre como saber em qual país você é residente fiscal ajuda a se preparar.

Preciso levar informações de bens que não rendem nada?

Sim. Imóveis, participações e contas sem rendimento também entram nos relatórios e na sucessão. A lista de ativos deve ser completa, inclusive o que está parado.

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Conclusão

Uma primeira conversa produtiva precisa de cinco informações: status em cada país, declarações dos últimos anos, rendas por país, contas e ativos, e datas de mudança. Elas não precisam estar perfeitas, e sim existir.

Se você vai contratar quem cuide das duas declarações, o próximo passo é uma conversa com quem enxerga Brasil e Estados Unidos em conjunto. Fale com o time da Astride e leve as cinco informações acima: é o suficiente para começar.

Conteúdo educativo. Cada situação requer análise individual.

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