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# H-1B, L-1 e O-1: por que vistos de trabalho costumam levar à residência fiscal no primeiro ano

Visto H-1B, L-1 ou O-1 e residência fiscal nos EUA: veja por que os dias de presença contam desde a chegada e o que muda na declaração e nas contas do Brasil.

Por [Cristina Teixeira, CPA, TEP, CRC](https://astride.us/pt/blog/vistos-de-trabalho-e-residencia-fiscal/#autoria)

Publicado em 19 de out. de 2026

Conteúdo informativo, revisado em 19 de out. de 2026. Não substitui orientação profissional para o seu caso.

![Profissional com mala de mão e crachá de empresa atravessando o saguão de um aeroporto](https://ghmnudwwblcgjuuraslb.supabase.co/storage/v1/object/public/blog-covers/vistos-de-trabalho-e-residencia-fiscal.webp?v=dbeadedc71041686f826a767622e7285)

Os vistos H-1B, L-1 e O-1 não estão entre as categorias que o IRS (Internal Revenue Service, a Receita Federal americana) exclui da contagem de dias. Por isso, quem chega com um deles passa a somar presença desde o primeiro dia e, dependendo da data de chegada, pode virar residente fiscal já no ano de entrada, com renda mundial tributável.

Este texto compara o visto de trabalho com o de estudante e mostra o que muda quando o Brasil entra na declaração.

_Atualizado em outubro de 2026._

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## Por que o visto de trabalho muda a conta

O visto de trabalho muda a conta porque o teste de residência dos EUA olha os dias de presença, e não o tipo de contrato. Quem pensa em declarar "só o salário americano" costuma carregar uma ideia dos tempos de estudante: a de que os dias nos EUA não contam. Para o trabalhador, contam.

O erro aparece tarde, na primeira declaração. É lá que a pessoa descobre que o aluguel de um imóvel no Brasil, os rendimentos de uma conta brasileira e até uma venda de ativo feita antes da mudança podem pedir análise. Cada item depende da data em que a residência começou.

O [guia de residência fiscal entre Brasil e Estados Unidos](https://astride.us/pt/blog/guia-residencia-fiscal-brasil-estados-unidos/) traz as regras gerais. Aqui a pergunta é só uma: o que o visto de trabalho faz com a contagem de dias.

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## O que diferencia o visto de trabalho do F-1?

A diferença está na lista de "exempt individuals", os indivíduos cujos dias ficam fora da contagem. Segundo a [página do IRS sobre o Substantial Presence Test](https://www.irs.gov/individuals/international-taxpayers/substantial-presence-test) (consulta em 9 de outubro de 2026), não se contam os dias de quem está nos EUA sob vistos A ou G (vinculados a governos), de professores e trainees com visto J ou Q e de estudantes com visto F, J, M ou Q que cumprem as regras do visto. Os vistos H-1B, L-1 e O-1 não aparecem nessa lista.

O nome engana: "exempt individual" não é quem está isento de imposto, e sim quem tem dias que não entram na conta da residência. Quem trabalha com H-1B, L-1 ou O-1 não tem essa folga, e todos os dias contam.

Critério

Estudante (F-1)

Visto de trabalho (H-1B, L-1, O-1)

Dias de presença

Podem ficar fora da contagem, nas condições do IRS

Contam desde a chegada

Residência fiscal no primeiro ano

Em regra, não

Possível, conforme a data de chegada

Formulário de apoio

Form 8843 para excluir os dias

Não se aplica à exclusão

Renda mundial

Só entra depois que a pessoa vira residente

Entra a partir da residência

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## Quando a pessoa passa a ser residente fiscal?

Passa a ser residente quando atinge o Substantial Presence Test, o teste de presença substancial. A [mesma página do IRS](https://www.irs.gov/individuals/international-taxpayers/substantial-presence-test) pede pelo menos 31 dias no ano corrente e 183 dias no período de três anos, somando todos os dias do ano atual, um terço dos dias do ano anterior e um sexto dos dias do penúltimo ano.

A ideia de que o visto de trabalho "leva à residência fiscal no primeiro ano" precisa de uma ressalva, e quem a dá é a data de chegada. Em um exemplo ilustrativo, quem chega em 2 de janeiro e fica o ano todo soma bem mais de 183 dias e é residente desde o primeiro ano. Quem chega em 1º de outubro, sem dias anteriores nos EUA, soma cerca de 90 dias e não atinge o teste no ano de chegada.

Quem chega perto do fim do ano ainda pode, em alguns casos, ser tratado como residente por parte desse primeiro ano. Segundo a [página do IRS sobre a escolha do primeiro ano](https://www.irs.gov/individuals/international-taxpayers/tax-residency-status-first-year-choice) (consulta em 9 de outubro de 2026), é preciso ter estado nos EUA por pelo menos 31 dias seguidos no ano e por pelo menos 75% dos dias seguintes a esse período, além de cumprir o teste de presença substancial no ano seguinte. A declaração do ano de chegada só pode ser entregue depois que esse teste for cumprido, e o IRS indica o Form 4868 para pedir prorrogação até lá. O texto sobre o [primeiro ano nos EUA](https://astride.us/pt/blog/primeiro-ano-nos-eua-como-escolher-declaracao/) compara as duas opções.

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## O que entra na declaração americana depois que a pessoa vira residente?

Entra a renda de todas as fontes. A [página do IRS sobre a tributação de residentes](https://www.irs.gov/individuals/international-taxpayers/taxation-of-us-residents) (consulta em 9 de outubro de 2026) diz que o residente é tributado como o cidadão americano, sobre a renda mundial, e informa na declaração juros, dividendos, aluguéis e demais rendimentos, tenham sido ganhos dentro ou fora dos EUA.

Para o profissional brasileiro, isso alcança o aluguel recebido no Brasil, os rendimentos de investimentos e de contas brasileiras e a eventual venda de bens depois da data de residência. Há ainda uma obrigação fora do imposto de renda: o IRS informa, na [página do FBAR](https://www.irs.gov/businesses/small-businesses-self-employed/report-of-foreign-bank-and-financial-accounts-fbar) (consulta em 9 de outubro de 2026), que uma pessoa americana, incluindo o residente, deve entregar o relatório de contas no exterior quando o valor somado das contas fora dos EUA passou de US$ 10.000 em algum momento do ano. O relatório vai ao FinCEN, órgão do Tesouro americano, e não segue junto com a declaração.

O ano de chegada costuma ser misto: parte da renda brasileira entrou antes da residência e parte depois. Separar uma da outra por data dá mais trabalho do que parece.

> "O salário americano é a parte visível. O que costuma surpreender é a conta que ficou no Brasil rendendo, o aluguel que continua entrando e a data exata em que a residência começou", observa Cristina Teixeira, CPA e TEP, cofundadora da Astride. _(citação proposta, aguardando aprovação)_

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## O que reunir antes de comparar os caminhos

Sem dados, a comparação vira palpite. Antes de falar com um profissional, junte:

-   a data de entrada nos EUA, o tipo de visto e a lista de viagens de ida e volta;
-   as rendas que continuam no Brasil (aluguel, juros, dividendos, pensão) e as contas onde elas caem;
-   o saldo máximo de cada conta brasileira durante o ano;
-   a situação do cônjuge e dos filhos, inclusive se também têm visto e renda;
-   a situação no Brasil: se a saída definitiva foi comunicada, e em que data.

O artigo sobre [contas no Brasil de quem mora nos EUA, FBAR e Form 8938](https://astride.us/pt/blog/conta-no-brasil-morando-nos-eua-declarar-fbar-8938/) mostra como organizar esse levantamento.

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## O que muda de caso para caso

O mesmo visto pode dar declarações bem diferentes, dependendo de alguns fatos:

-   a data de chegada, que decide se o primeiro ano é de residente, de dual-status ou de não residente;
-   os dias fora dos EUA, que podem afastar ou adiar o teste;
-   o estado civil e o fato de o cônjuge já ser residente ou cidadão americano;
-   o que foi feito no Brasil antes da mudança, como comunicar a saída ou manter contas e imóveis;
-   exceções como a do vínculo mais estreito com outro país, que têm requisitos próprios.

A lista do IRS também exclui da contagem outros dias, como os de trânsito de menos de 24 horas entre dois lugares fora dos EUA e os de quem não pôde sair do país por uma condição médica. Quem está perto do limite precisa contar dia a dia.

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## Como a Astride atua

A Astride define a residência fiscal do ano de chegada com as datas reais do cliente e inclui a renda e as contas do Brasil na declaração americana. O trabalho começa pelo calendário: data de entrada, dias fora do país, data de saída do Brasil.

Só depois vêm as declarações. O cuidado é evitar que a renda brasileira receba um tratamento aqui e outro lá sem que alguém tenha escolhido isso.

* * *

## Perguntas frequentes

### O visto H-1B torna a pessoa residente fiscal automaticamente?

Não. O visto, por si só, não define a residência. O que define é o teste de presença substancial (ou o green card, para quem tem). Segundo o [IRS](https://www.irs.gov/individuals/international-taxpayers/substantial-presence-test), o H-1B não está entre as categorias cujos dias ficam fora da contagem, então os dias contam desde a chegada.

### Quem tem L-1 ou O-1 segue a mesma regra do H-1B?

Para a contagem de dias, sim: nenhum dos dois consta da lista de indivíduos isentos que o [IRS](https://www.irs.gov/individuals/international-taxpayers/substantial-presence-test) publica. As diferenças entre os vistos são de imigração e não mudam esse teste.

### Se eu chegar em outubro, já sou residente no primeiro ano?

Pelo teste de presença substancial, em regra não, porque o ano de chegada teria poucos dias. O [IRS](https://www.irs.gov/individuals/international-taxpayers/tax-residency-status-first-year-choice) prevê a escolha do primeiro ano, que depende de 31 dias seguidos, de 75% de presença no restante do ano e do cumprimento do teste no ano seguinte.

### A renda do Brasil entra na declaração dos EUA?

Depois que a pessoa é residente, sim. O [IRS](https://www.irs.gov/individuals/international-taxpayers/taxation-of-us-residents) informa que o residente declara a renda de todas as fontes, dentro e fora dos EUA. Antes da residência, a análise é outra.

### Preciso informar minhas contas brasileiras?

Se o valor somado das contas fora dos EUA passou de US$ 10.000 em algum momento do ano, o [IRS](https://www.irs.gov/businesses/small-businesses-self-employed/report-of-foreign-bank-and-financial-accounts-fbar) indica o relatório FBAR para a pessoa americana, o que inclui o residente. Pode haver outras obrigações, como o Form 8938, conforme o caso.

### Posso evitar virar residente?

Existem exceções, como a do vínculo mais estreito com outro país, mas cada uma tem requisitos próprios. Elas não são uma escolha livre: dependem dos fatos e de comprovação, e merecem análise antes de você contar com elas.

### Leia também

-   [Guia de residência fiscal entre Brasil e Estados Unidos](https://astride.us/pt/blog/guia-residencia-fiscal-brasil-estados-unidos/)
-   [Substantial Presence Test: como funciona](https://astride.us/pt/blog/substantial-presence-test-como-funciona/)
-   [Primeiro ano nos EUA: como escolher a declaração](https://astride.us/pt/blog/primeiro-ano-nos-eua-como-escolher-declaracao/)
-   [Conta no Brasil morando nos EUA: FBAR e Form 8938](https://astride.us/pt/blog/conta-no-brasil-morando-nos-eua-declarar-fbar-8938/)

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## Conclusão

Visto de trabalho não é sinônimo de residência fiscal, mas tira a folga na contagem de dias que o estudante tem. A data de chegada e os dias de presença dizem se o primeiro ano é de residente, de dual-status ou de não residente. Dali em diante, a renda do Brasil entra na conta.

Antes de decidir se declara só o que vem dos EUA ou também o que ficou no Brasil, liste as rendas e as contas que você vai manter no país. Com a lista pronta, [fale com o time da Astride](https://astride.us/) para uma análise que considere os dois países ao mesmo tempo.

_Conteúdo educativo. Cada situação requer análise individual._

![Cristina Teixeira](https://astride.us/assets/fig/ceo-cristina.jpeg)

## Sobre a autoria

Cristina Teixeira, CPA, TEP, CRC

Cofundadora e CEO da Astride

Mais de 30 anos em tributação e patrimônio entre Brasil e Estados Unidos. Mestrados pela Nova Southeastern University e pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

## Vamos falar sobre o seu caso?

[Falar com especialista](https://wa.me/17863005382?text=Ol%C3%A1%2C%20li%20o%20artigo%20%22H-1B%2C%20L-1%20e%20O-1%3A%20por%20que%20vistos%20de%20trabalho%20costumam%20levar%20%C3%A0%20resid%C3%AAncia%20fiscal%20no%20primeiro%20ano%22%20e%20gostaria%20de%20falar%20com%20a%20Astride.)
