---
title: "Sucessão com bens no Brasil e nos EUA: o que levar | Astride"
description: "Planejamento sucessório com bens no exterior: monte quatro listas (ativos, titularidade, herdeiros e documentos) e chegue preparado à conversa sobre sucessão."
url: "https://astride.us/pt/blog/preparar-conversa-sucessao-bens-brasil-e-eua/"
lang: "pt-BR"
---

[Voltar ao blog](https://astride.us/pt/blog/)

# Bens no Brasil e nos EUA: como preparar a conversa sobre sucessão antes que a família precise dela

Planejamento sucessório com bens no exterior: monte quatro listas (ativos, titularidade, herdeiros e documentos) e chegue preparado à conversa sobre sucessão.

Por [Cristina Teixeira, CPA, TEP, CRC](https://astride.us/pt/blog/preparar-conversa-sucessao-bens-brasil-e-eua/#autoria)

Publicado em 19 de ago. de 2026

Conteúdo informativo, revisado em 05 de out. de 2026. Não substitui orientação profissional para o seu caso.

![Mesa com pastas de documentos, caneta e duas folhas de lista lado a lado, em tons de azul e cinza](https://ghmnudwwblcgjuuraslb.supabase.co/storage/v1/object/public/blog-covers/preparar-conversa-sucessao-bens-brasil-e-eua.webp?v=ed37f9f1cb9546cc4aa39a83b38a451f)

Uma conversa sucessória útil com bens no Brasil e nos EUA começa com quatro listas: ativos por país, titularidade atual de cada um, herdeiros e onde residem, e documentos já existentes. Com elas, é possível ver quais bens passariam por inventário em cada país e onde um instrumento adicional poderia ajudar.

Este texto mostra como montar cada lista e o que fazer com elas na primeira conversa.

_Atualizado em outubro de 2026._

* * *

## Por que adiar a conversa sobre sucessão sai caro

Adiar costuma custar mais porque a família passa a decidir sob pressão, com documentos espalhados e sem saber o que existe em cada país. Quem tem bens nos dois países raramente enfrenta um único processo, e a falta de informação organizada alonga e encarece o trabalho de quem fica.

O motivo mais comum do adiamento é não saber por onde começar. A conversa parece grande demais porque mistura leis, impostos e família ao mesmo tempo. Dividir em listas torna o primeiro passo pequeno e concreto.

Se você ainda está entendendo as ferramentas, o [guia de sucessão internacional](https://astride.us/pt/blog/guia-sucessao-internacional-trust-testamento/) apresenta o território em ordem. Este texto serve para o momento seguinte: já sei que preciso conversar, o que levo?

> "Quando a família chega com as listas prontas, a primeira conversa já é sobre decisão. Quando chega sem elas, a primeira conversa é sobre descobrir o que existe", observa Cristina Teixeira, CPA e TEP, cofundadora da Astride.

* * *

## Por que os bens em cada país importam na sucessão?

Porque cada país aplica regras próprias aos bens que estão em seu território, e isso pode gerar procedimentos em mais de um lugar. No Brasil, a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB) trata do tema em dois pontos que ajudam a entender a lógica.

Segundo a [LINDB, no texto do Planalto](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del4657compilado.htm) (consulta em 5 de outubro de 2026), o art. 10 diz que a sucessão por morte obedece à lei do país em que era domiciliado o falecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens. O art. 8º diz que, para qualificar os bens e regular as relações a eles concernentes, aplica-se a lei do país em que estiverem situados. O art. 12, § 1º, reserva à autoridade judiciária brasileira as ações relativas a imóveis situados no Brasil.

Do lado americano, o IRS informa que o falecido não residente e não cidadão pode estar sujeito ao imposto sobre herança (_estate tax_) dos EUA sobre os bens situados lá, como imóveis. Segundo a [página do IRS sobre estate tax de não residentes](https://www.irs.gov/individuals/international-taxpayers/some-nonresidents-with-us-assets-must-file-estate-tax-returns) (consulta em 5 de outubro de 2026), o executor deve apresentar o Form 706-NA se o valor de mercado dos ativos situados nos EUA na data do óbito exceder US$ 60.000. A mesma página lembra que tratados entre os EUA e outros países podem alterar esse tratamento.

Atenção: essas regras indicam por que listar por país é útil, mas a aplicação ao seu caso depende de domicílio, nacionalidade, tipo de bem e de eventuais acordos. Quem faz essa leitura é um profissional.

* * *

## As quatro listas para levar à conversa

A preparação cabe em quatro listas, e cada uma responde a uma pergunta que o profissional fará logo no início. Monte-as em uma planilha simples, uma aba por lista.

### Lista 1: ativos por país

Liste cada ativo com o país onde está. Inclua imóveis, contas bancárias, corretoras, participações em empresas, veículos e seguros. O objetivo não é avaliar com precisão, e sim não esquecer nada.

-   Imóveis no Brasil e nos EUA, com endereço e matrícula ou número de registro
-   Contas e corretoras, com a instituição e o país
-   Participações em empresas, inclusive LLC (Limited Liability Company, sociedade de responsabilidade limitada dos EUA) e empresas offshore
-   Seguros de vida e previdência, com o país de emissão

### Lista 2: titularidade atual de cada ativo

Para cada ativo, anote em nome de quem ele está: pessoa física, casal, empresa ou outra forma. A titularidade costuma definir o que acontece com o bem e é onde mais surgem surpresas.

-   Nome(s) que constam na escritura, no contrato ou na conta
-   Forma de propriedade conjunta, se houver
-   Beneficiários indicados em seguros e previdência
-   Regime de bens do casamento, quando relevante

### Lista 3: herdeiros e onde residem

Liste quem herdaria e em que país cada pessoa mora e tem nacionalidade. Residência e nacionalidade dos herdeiros podem mudar o tratamento fiscal e prático de cada bem.

-   Cônjuge, filhos e outros herdeiros, com país de residência e nacionalidade
-   Herdeiros menores ou com necessidades especiais
-   Pessoas que dependem financeiramente de você

### Lista 4: documentos já existentes

Reúna o que já foi assinado, em qualquer país. Esse levantamento evita refazer o que existe e revela conflitos entre documentos de países diferentes.

-   Testamentos, com o país e a data
-   Procurações, trusts e acordos entre sócios
-   Escrituras, contratos e estatutos de empresas
-   Declarações de imposto recentes nos dois países

* * *

## Como transformar as listas em uma decisão

As listas mostram, em uma folha, quais bens ficam em cada país e quem os possui. A partir delas, o profissional identifica onde há inventário em cada país e onde um instrumento adicional, como um testamento local ou um trust, poderia fazer sentido.

Um instrumento não resolve todos os casos. Para a diferença entre as ferramentas, veja [trust, testamento e holding](https://astride.us/pt/blog/trust-testamento-holding-diferencas/). Para entender se um testamento só basta para bens em outro país, veja [por que um documento só pode não bastar](https://astride.us/pt/blog/testamento-brasileiro-vale-bens-no-exterior/).

Uma leitura rápida das listas já aponta sinais: bem em nome de pessoa física em país diferente do dos herdeiros, documento que existe em só um país, herdeiro que mora fora, ativo sem beneficiário indicado. Cada sinal é um tema para a conversa, não uma conclusão.

* * *

## O que muda de caso para caso

O resultado depende do país de domicílio, da nacionalidade, do regime de bens, do tipo e da forma de titularidade de cada ativo, dos herdeiros e dos tratados aplicáveis. Dois casos com a mesma lista de bens podem ter caminhos diferentes.

Em um exemplo ilustrativo, uma família tem um apartamento no Brasil e outro nos EUA, e os filhos moram em países diferentes. As quatro listas mostram que o imóvel americano está em nome de uma só pessoa e que existe um testamento só no Brasil. Isso não define a solução, mas dá ao profissional a pauta da primeira conversa.

Atenção: este texto não recomenda um instrumento específico. Ele organiza a informação para que a decisão seja tomada com análise individual.

* * *

## Como a Astride atua

A Astride conduz a análise sucessória a partir das quatro listas e coordena os profissionais de cada país envolvido. A abordagem é integrada: olha tributação, titularidade, contabilidade e sucessão como uma decisão só, e não como temas separados.

O trabalho começa por entender o que existe, em nome de quem e onde estão os herdeiros. A recomendação, quando houver, vem depois dessa leitura e depende do caso.

* * *

## Perguntas frequentes

### Por onde começar um planejamento sucessório com bens no exterior?

Comece listando os ativos por país e anotando em nome de quem cada um está. Depois liste os herdeiros e onde moram, e reúna os documentos que já existem. Essas quatro listas permitem que a primeira conversa com o profissional já trate de decisões.

### O que levar para o advogado em uma conversa sobre sucessão internacional?

Leve a lista de bens por país, a titularidade de cada um, a relação de herdeiros com país de residência e nacionalidade, e os documentos já assinados, como testamentos, procurações e escrituras. Quanto mais completo, mais objetiva é a conversa.

### Um imóvel nos EUA passa por inventário no Brasil?

Depende do caso. O art. 12, § 1º, da LINDB reserva à justiça brasileira as ações sobre imóveis situados no Brasil, e a lei do país onde o bem está costuma reger o bem em si. Por isso um imóvel nos EUA tende a seguir regras americanas. Confirme com um profissional dos dois países.

### Brasileiro com imóvel nos EUA paga imposto sobre herança lá?

Pode pagar. Segundo o [IRS](https://www.irs.gov/individuals/international-taxpayers/some-nonresidents-with-us-assets-must-file-estate-tax-returns), não residentes e não cidadãos podem estar sujeitos ao estate tax sobre bens situados nos EUA, e o executor apresenta o Form 706-NA quando os ativos americanos passam de US$ 60.000. Tratados e a forma de titularidade podem alterar o resultado.

### Preciso fazer a conversa sobre sucessão se ainda sou jovem?

A conversa pode ser simples agora e mais difícil depois. Ter as listas prontas já reduz o trabalho da família, e atualizá-las quando algo muda (compra de bem, mudança de país, nascimento de filho) mantém o quadro correto.

### Leia também

-   [Guia de sucessão internacional: trust, testamento e organização do patrimônio](https://astride.us/pt/blog/guia-sucessao-internacional-trust-testamento/)
-   [Testamento brasileiro vale para bens no exterior?](https://astride.us/pt/blog/testamento-brasileiro-vale-bens-no-exterior/)
-   [Um testamento para cada país ou um só?](https://astride.us/pt/blog/um-testamento-para-cada-pais/)
-   [Trust, testamento e holding: o que cada um faz](https://astride.us/pt/blog/trust-testamento-holding-diferencas/)

* * *

## Conclusão

Quatro listas bastam para começar: ativos por país, titularidade atual, herdeiros com residência e documentos existentes. Com elas, a primeira conversa já identifica quais bens passariam por inventário em cada país e onde um instrumento adicional pode ajudar.

Se a sua família tem bens no Brasil e nos EUA, o próximo passo é uma conversa com quem enxerga os dois países em conjunto. [Fale com o time da Astride](https://astride.us/) e leve as quatro listas: é o suficiente para começar.

_Conteúdo educativo. Cada situação requer análise individual._

![Cristina Teixeira](https://astride.us/assets/fig/ceo-cristina.jpeg)

## Sobre a autoria

Cristina Teixeira, CPA, TEP, CRC

Cofundadora e CEO da Astride

Mais de 30 anos em tributação e patrimônio entre Brasil e Estados Unidos. Mestrados pela Nova Southeastern University e pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

## Vamos falar sobre o seu caso?

[Falar com especialista](https://wa.me/17863005382?text=Ol%C3%A1%2C%20li%20o%20artigo%20%22Bens%20no%20Brasil%20e%20nos%20EUA%3A%20como%20preparar%20a%20conversa%20sobre%20sucess%C3%A3o%20antes%20que%20a%20fam%C3%ADlia%20precise%20dela%22%20e%20gostaria%20de%20falar%20com%20a%20Astride.)
